domingo, 19 de agosto de 2012

Marina Piccola - Manarola - Cinque Terre - Itália


Ainda não expliquei toda logística da minha viagem a esse paraíso. 

Na semana que estávamos na Itália, o planejamento inicial do marido era trabalhar a semana toda em uma cidade próxima a Milão onde não tem nada para fazer, a não ser trabalhar. 

Eu poderia ficar na nossa casinha em Rimini, mas ficaria o dia todo sozinha e, solidão por solidão, decidi conhecer um lugar que tanto desejava: CinqueTerre.

Ao chegarmos à Itália ele consegui um dia de folga e resolveu me levar até lá para aproveitar o dia comigo.

Assim que chegamos a Manarola de cara ficamos maravilhados com aquele lugar, no entanto já eram 16h da tarde e havia algo que me incomodava:  a fome.

Não pensamos muito e o marido escolheu o restaurante que tinha a vista mais bonita em frente ao mar: O Marina Piccola.


Apesar do sol escaldante trocamos o salão pela grande varanda de frente para o mar.

Apreciar o vai e vem de pessoas e a subida dos pequenos barcos com o mar emoldurando a paisagem era tudo que precisávamos depois de 5 horas de estrada.


Como entrada pedimos uma torta de verdure ($8,00) que estava muito boa, mas jamais justificaria o preço.



Naquele momento descobri que Cinque Terre seria cara, muito cara, pois não existem muitos lugares "não turísticos" para se comer nessa época do ano. 



Continuamos os pedidos:



Vinho branco para refrescar e como pratos principais pedimos aqueles que fazem a fama do lugar:



Para mim Trofie al Pesto (10,00)

Trofie al pesto


Para o marido Acciughe al tegame (12,00).

Acciughe al tegame
 
A minha massa além do molho pesto havia uns fagiolini (são umas vagens pequenas) para incrementar. Estava, digamos, boa mas nunca justificaria os 10 euros pagos. A massa era visivelmente industrializada e o pesto não tinha gosto de pesto. Um primo piatto (primeiro prato, geralmente uma massa) de 10 euros normalmente são massas caseiras e molhos caseiros também. 

Esse matou a minha fome porém me deixou com a sensação que cai no conto do restaurante turístico novamente.

Meu consolo é que o preço do prato pagou também a vista deslumbrante.



O prato da marido foi mais honesto. Segundo ele as anchovas (ou aliche/manjuba como chamamos aqui) e batatas estavam frescas e boas apesar da pequena porção. Para quem gosta de frutos do mar é uma ótima pedida. 

Alguns restaurantes turísticos na Itália servem todos os pratos em pequenas porções partindo do princípio que o cliente vai comer de tudo um pouco.

Segundo uma Italiana que conheci em Modena, os restaurantes  mais simples, frequentados por locais estão mudando essa mentalidade porque hoje as pessoas não comem tanto, bastando pedir um ou dois pratos para ficaram satisfeitas.
Dessa forma os restaurantes locais estão aumentando um pouco a porção dos pratos a fim de não perder o cliente.   

No dia-a-dia ninguém faz todo o ritual Italiano de antipasto, entrada, primeiro, segundo prato e sobremesa. Se fosse assim, na Itália, todas as pessoas seriam  obesas e não são!

Essa comilança toda é uma cultura das pessoas mais velhas ou de cidades bem pequenas que, segundo ela, durante a guerra havia escassez de comida. 
Mas isso é assunto para outra hora. Descobrindo a Itália.



Refeição terminada  troquei facilmente a sobremesa por um mergulho naquele mar verde esmeralda tamanho era o calor que fazia.  Já sentia que Manarola seria o meu paraíso particular.

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