domingo, 2 de setembro de 2012

Bar do David - Leme - Rio de Janeiro


Quando se fala em Rio de Janeiro, automaticamente vem à cabeça sol, praia, papo furado regado a cerveja gelada e comida de boteco.
Pegando a carona no estilo de vida do carioca (mineiros, paulistas, capixabas e afins) o concurso comida de Boteco tem revelado muitos talentos escondidos nos bares da vida.
Confesso que não sou a maior adepta desse tipo de comida. Na última edição vi alguns amigos que levaram a sério o concurso e, não importando muito onde fossem os bares concorrentes, rodaram o Rio de Janeiro atrás dos melhores petiscos.
O concurso passou e alguns bares foram merecidamente consagrados, um deles foi o Bar do David na Zona Sul do Rio.
O Bar do David é um pé sujo, ou pé-limpo ou birosquinha, como queiram, localizado dentro da favela Chapéu Mangueira, no Leme.
A pacificação desta favela fez com que muita gente subisse suas ladeiras para experimentar seus famosos quitutes durante o concurso e depois que ele acabou. Inclusive o nosso querido prefeito Eduardo Paes já esteve por lá.
Fomos convidados por amigos que são assíduos no local para provar o famoso croquete de frutos do mar e a feijoada de frutos do mar, carro chefe do bar de propriedade de um ex-pescador, o David.
Subimos a ladeira do Chapéu Mangueira com muita tranquilidade. A área estava bem policiada e foi fácil chegar ao bar que fica logo no início da favela.
Ao chegar ao bar, para minha surpresa, ele estava lotado. 
Update: Da segunda vez chegamos lá por volta de 15:30h e o bar continuava lotado!
Enquanto esperavamos nossa mesa, já fizemos alguns pedidos, a final, subir ladeira dá sede. Desce uma cerva ESTUPIDAMENTE GELADA por favor? E olha que ela veio conforme o pedido! A tempos não bebia uma cerveja assim.
Para acompanhar, devoramos uma porção de camarão empanado.
Nota: Não há fotos do camarão empanado, uma vez que ele desapareceu antes de qualquer tentativa fotográfica. Na verdade o delírio foi tão grande que nem lembramos da máquina.
Conforme o pessoal ia liberando as mesas nos íamos juntando, quando todos (eramos 6) conseguimos sentar nos demos conta que estávamos praticamente no meio da rua.
As instalações do local são simples e mal cabem 3 mesas dentro do bar. Segundo minha amiga Valéria, esse foi um dos itens no qual o bar perdeu pontos no concurso comida de boteco. Mas e daí? o que importa é a comida, sendo limpa e gostosa tô dentro!
foto
Nosso próximo pedido chegou à mesa perfumado, crocante e sequinho: Croquete de frutos do mar (R$21,90) com massa de feijão branco. Esse foi outro item que não deu tempo de ser fotografado, mas a Val gentilmente me cedeu uma foto do seu arquivo pessoal (a mulher tem um arquivo pessoal de comida de boteco tá?).
 

Update: Tivemos que voltar lá e trazer para vocês a foto da crocância do croquete. Eis ele aí em cima hehe


Eu não tenho palavras para contar a delícia que estavam esses petiscos. Sequinhos, tempero ao ponto e uma textura de fazer inveja a qualquer chef renomado.

Na sequência pedimos o almoço. Cada um pediu um prato diferente dentre os três oferecidos.
Eu e a Claudia fomos de Tropeiro Carioca (R$16,00) que é uma farta porção de feijão tropeiro com couve, carne seca, bacon e laranja.
A porção serve duas pessoas, mas se sua fome for grande, peça uma só para você porque ela é de lamber os beiços.
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Danads e a Valéria foram de Carioquinha (R$10,00) - Um versão menor do Tropeiro carioca. Leva Feijão tropeiro, arroz, couve e linguicinha acebolada.
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O Marido e o Del foram de Feijoada de frutos do mar. Feijoada de feijão branco com frutos do mar acompanhado de arroz branco e farofinha. Eles se acabaram.
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Todas as pessoas que foram comigo, exceto o casal Val e Del, nunca haviam estado no Bar. E foi unanime, todos saíram maravilhados com a qualidade da comida, com a temperatura da cerveja e com os preços.
Toda essa comilança, 2 entradas, 6 pratos e 6 cervejas, custou R$33,00 por pessoa.
Consegui entender porque o Bar estava tão cheio de pessoas que aparentemente não eram moradores da comunidade.
Jovens, velhos, senhores e senhoras de meia idade, brasileiros, gringos, tinha gente de todo tipo. Predominava a classe média, que se livrou do preconceito venceu o medo e subiu a favela atrás de boa comida.
Bar do David
Ladeira Ary Barroso, 66 loja 3, Chapéu Mangueira, Leme
tel.: 21 7808-2200
Para chegar lá basta você perguntar pelo bar na Banca de Jornal da Rua Gustavo Sampaio no Leme.

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