sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Voo Bogotá - Guarulhos–TAM–Classe Executiva

Nunca havia voado de classe executiva antes por um simples motivo: o custo das passagens.
Na semana Santa de 2012, aproveitando que emitimos as passagens para Bogotá com milhas e o nosso vôo de retorno seria noturno (e eu voltaria direto para trabalhar na manhã seguinte), gastei mais uns pontinhos extras e emiti o meu ticket na classe executiva.
Minha real intenção era descansar melhor no curto tempo de vôo (6h) que separam Bogotá de Guarulhos.
Antes de começar a falar do serviço de bordo, foco deste blog, queria destacar alguns pontos.
Sempre que viajo em vôos internacionais fico babando na Business Class com aquelas super poltronas largas com apoios de pés. O que esse vôo não ofereceu.
O avião da TAM era bem antigo, as poltronas realmente mais largas com mais espaço em relação as da frente, mas não tinha o tão sonhado apoio para os pés.
Havia muitos mimos em relação a classe econômica, obvio, coisa que por outro lado atrapalhou um pouco. Vou explicar por que:
Esta classe executiva possuía 12 assentos e uma comissária de bordo exclusiva para atender a todos.
Ao entrar na aeronave a comissária serviu uma taça de prosecco aos passageiros. Depois são oferecidas revistas e a entretenimento que poderiam ser telas individuais como as da foto aí em baixo.
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Na sequência ela se dirigiu a cada duas poltronas e entregou o cardápio, esperou os passageiros escolherem a entrada, prato principal, sobremesa e bebida, anotou, voltou para preparar e retornou com os itens escolhidos para servir.
Ela fez isso a cada duas poltronas por vez. Enquanto isso, eu que estava na ultima fileira de poltronas no corredor e, seria a penúltima pessoa a ser servida, esperava pacientemente lendo minha revista.
Depois de algum tempo, quando eu já era uma pessoa morta de fome e de sono, a comissária chegou até mim.
No cardápio haviam duas opções de entrada, sopa, prato principal, e sobremesa só que, como as outras pessoas já haviam escolhido, quando chegou a minha vez já não havia as duas opções de entrada. Pobre do rapaz que estava do meu lado que ficou sem a possibilidade de escolher nenhum dos pratos. Ficou com que sobrou.
Quando enfim minha refeição chegou dei uma espiadinha na classe econômica que estava logo atrás de mim. Estavam todos de luz apagada e dormindo com uns anjinhos, e eu ainda ia comer, esperar a comissária recolher a bandeja e a boa vontade dela apagar a luz. Contabilizando: Das 6 horas de vôo só consegui dormir apenas 2 horas.
Mas voltando ao assunto comida à bordo, meu jantar foi:
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Entrada: Camarões ao alho acompanhados de tomates com húmus, brócolis, cenoura e folhas verdes (a outra opção do cardápio era rolinhos de frango recheados com ameixa e queijo e espinafre ao vapor servidos com alcachofra e folhas verdes). Já estava sonhando com os rolinhos de frango no entanto essa opção havia acabado. Mas a  saladinha que sobrou para mim não decepcionou.
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Sopa: Sopa de milho. Estava lá no cardápio mas não foi oferecida neste vôo.
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Pratos principais: Peito de frango servido com marmelada de tomate, envoltini de berinjela, acelga e mozzarella e brócolis (a outra opção do cardápio era Linguado e espinafre servidos em folha de couve, acompanhados de vegetais torneados com amêndoas e risoto de açafrão).
Preferi escolher o frango pois sou um pouco pé atrás com peixe e digo que não me arrependi. Estava tudo incrivelmente delicioso. A refeição foi servida em pratos de porcelana e talheres de aço e copos de vidro.
Nesse cardápio consegui ver a implantação do projeto o "sabor que faz bem" que a companhia tanto anunciou no início do ano.
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Para acompanhar minha refeição me restou um tinto Tim Adams Shiraz 2008 (Clare Valley/Austrália Meridional).
No prato ainda vinham dois pães quentinhos de textura bem leve.
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Sobremesa: Sushi de frutas com molho de laranja ao gengibre e açafrão (a outra opção do cardápio era frutas frescas da estação).
Achei essa sobremesa muito interessante, pensei até em fazer em casa igual (até parece).

Muito leve e gostosa. Perfeita para um voo noturno.

Minhas impressões: Em relação o sabor da comida, posso afirmar que gostei bastante. Nem de longe tem como comparar a comida da classe executiva com a da classe econômica, a qualidade é superior.
Não é a toa que a passagem custa mais caro né? Estava tudo muito fresco e gostoso.

Quanto a pagar a mais para voar de classe executiva nesse trecho Guarulhos - Bogotá, não sei se faria novamente.

Comida à bordo para mim tem grande peso na compra da passagem, mas não deixo de levar em consideração outras coisas.
Como disse antes, acabei dormindo menos que o marido que viajou na classe econômica e apesar da minha poltrona ser mais larga, não reclinava muito e não tinha o que para mim seria o essencial para meu conforto: o tão sonhado apoio para as pernas e pés.
Se você não está nem aí para o apoio para os pés, adora um mimo e uma comida realmente gostosa, faça um upgrade na sua passagem aérea e vá de classe executiva, no entanto escolha sua poltrona entre as primeiras do avião para ser um dos primeiros a serem servidos e ter a oportunidade de poder escolher entres os itens do cardápio.
Posso afirmar que pela comida vale a pena.
Até o próximo post.

2 comentários:

  1. Vc não fala quanto saiu a passagem da classe executiva!

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    Respostas
    1. Oi
      Se voce ler lá no inicio do post vai ver que disse que resgatei minha passagem com milhas do programa fidelidade da TAM. Por isso não tem o valor dos bilhetes

      Dani Bispo

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