domingo, 17 de março de 2013

Casa do Sardo–Rio de Janeiro

O Rio de Janeiro tem vários restaurante Italianos. Alguns bons outros nem tanto. Alguns caríssimos outros nem tanto. Mas nenhum deles me fez sentir tanto na Itália quanto a Casa do Sardo.

Fiquei sabendo do restaurante através de um amigo Italiano, depois o professor do curso de Italiano e por fim por um casal amigo.

Os dois últimos me falaram da Casa do Sardo em um espaço de menos de uma semana. Estava de dieta, mas essa coincidência me soou como  um sinal divino. Achei que já havia passado da hora de eu retomar meus trabalhos de fim de semana e em grande estilo.

Todos nos descreviam a sua cozinha como uma cozinha honesta a preços honestos coisa muito difícil nos restaurantes Italianos da zona sul. Talvez pela combinação localização +  cozinha simples.

Quando eu falo localização não estou desmerecendo nenhum bairro é claro. Comida é comida seja lá onde for e, estava pensando, o charmoso bairro de São Cristóvão onde está localizado o restaurante, tem um grande potencial para se tornar um belo centro gastronômico.

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Os  chefs Silvio Podda e Paulo D'Bella já cozinharam nos restaurantes italianos Gero, Otto e  Alessandro & Frederico e resolveram nos presentear abrindo uma trattoria que serve comida das suas regiões, Sicília e Sardenha respectivamente. Uma novidade no Rio de Janeiro onde dominam as culinárias do norte da Itália.

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Fomos almoçar em um domingo. Chegamos cedo, por volta de 12:30h e já não haviam mais lugares.

Como eramos um casal ficamos em uma mesinha logo na entrada que foi providencial na hora de encontrarmos o tal casal amigo que nos indicou o restaurante e que por coincidência resolveu almoçar lá também.

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Fomos alertados pela simpática atendente que as reservas se esgotam no meio da semana. Se você for sem reserva e tiver que esperar, não se preocupe sente nas mesinhas na calçada, peça um spuntino e um vinho e já vai entrando no clima.

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A casa é pequena mas muito acolhedora. Uma verdadeira trattoria Italiana. Cadeiras coloridas, toalhas xadrez e as bandeiras da Sicília e Sardenha complementam o clima do lugar.

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Aliás, a Sicília e Sardenha estão por toda parte do restaurante

O marido apesar de não ter nascido nestas regiões estava todo animadinho se sentindo em casa.

O forte da casa são os pratos de frutos do mar, especialidade da região da Sicília porém optamos por experimentar os pratos com queijos que é o forte da região da Sardenha.

Como a fome era negra pedimos de entrada um Spuntino Sardo (R$18,00) – Em italiano Spuntino quer dizer lanche mas este nos caiu muito bem como entrada.

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A tábua continha pães, mortadela, presunto de Parma, queijo pecorino, queijo grana padano envelhecido 12 meses, queijo pecorino preto, e ela, que conquistou meu coração de pedra: a azeitona preta.

Sim, eu AMO azeite de oliva mas DETESTO azeitonas, aliás DETESTAVA até comer estas maravilhas que até agora me pergunto de onde vieram.

Fiz esta pergunta para o simpático garçom que não me soube responder nem sobre as azeitonas, nem sobre vinhos. Vou ter que voltar para perguntar e comer novamente.

Os pratos principais foram escolhas do marido.

Para mim um Etnici (R$30,00) – Ravioli da Sardenha com massa fresca recheado com queijo pecorino e molho de tomate manjericão.

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O marido escolheu um Cannelloni verdi (R$27,00) – Canelone com massa verde recheado com ricota fresca e molho de tomates.

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Eu e o marido dividimos os pratos e, para variar, eu gostei mais do prato dele e ele gostou mais do meu.

Achei o recheio do ravioli mais saboroso até por ser pecorino, um queijo amarelo de sabor mais forte que a ricota, mas a massa verde do canelone para o meu paladar estava mais saborosa.

Eu e o Marco concordamos que os pratos não eram a primeira maravilha do universo, mas como antes descrito pelos amigos que estiveram na casa, um prato honesto de sabor simples feito com ingredientes de qualidade como a verdadeira comida Italiana.

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Para acompanhar, como sugestão do amigo Marco presente na mesa ao lado, pedi uma taça de vinho Fascatti DOC.

Nunca havia experimentado este vinho e adorei. Achei fresco e leve. Perfeito para o dia quente que estava fazendo.

Com sorriso no rosto e empolgação de uma criança o marido insinuou que queria sobremesa. Como eu já havia saído da dieta, não me custou muito para enfiar o pé na jaca com ele.

Como os cannoli (típicos doces sicilianos e amado por 10 entre 10 doçólatras) haviam acabado pedimos:

Torta de maçã (R$10,00)  – Quem comeu foi o marido que gostou. Confesso que achei a massa pesada e o sorvete normalzinho.

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Para mim um Tiramissú (R$10,00) – Tem muitos motivos que me levarão á Casa do Sardo novamente mas o principal dele certamente será o Tiramissù.

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Sim, sou louca por este doce e já experimentei em vários restaurantes no Rio. Posso afirmar que nunca comi um Tiramissù tão fresco, leve e saboroso. Na verdade por não ser muito doce poderia ter comido uns três.

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Quem come comida sarda vive 100 anos!!! dizia a camiseta do garçom

Olha, se quem come comida Sarda vive 100 anos eu não sei dizer, mas que vive mais feliz isso com certeza.

Casa do Sardo

Rua São Cristóvão 405, São Cristóvão, Rio de Janeiro

Tel.: 2501-9848

Um comentário:

  1. Sensacional! Além de ter um ótimo ambiente, também possui uma culinária digna aos padrões italianos

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