segunda-feira, 24 de junho de 2013

Restaurante Mocotó–Vila Medeiros - São Paulo

Durante minhas pesquisas pré-viagem o Restaurante Mocotó me assombrava.

Além dos vários prêmios recebidos, tudo o que eu lia eram elogios ao jovem chef Rodrigo Oliveira e o desestímulos pela distância apartir do Centro da cidade.

Só para vocês entenderem a história do restaurante: O jovem chef Rodrigo Oliveira contra a vontade do pai, largou a faculdade para se dedicar à gastronomia.

O simples bar do pai, que já fazia sucesso com o Caldo de Mocotó, foi transformado por ele em ponto de referência em se tratando de nova cozinha nordestina.

Ele deu uma nova cara à receitas tradicionais e aproveitando uma viagem do pai, uma repaginada no ambiente.

Ao lado do Restaurante Mocotó, ele recentemente abriu o Esquina Mocotó que conta com um cardápio ainda mais criativo sempre usando os mesmos ingredientes.

Já tinha desistido a ida até o restaurante quando sugeri à minha anfitriã a aventura gastronômica.

Ela imediatamente se animou e convocou outra comilona e, no meio da manhã do segundo dia de viagem partimos para lá.

Chegamos ao restaurante por volta de 12:15h do sábado e fomos informados que a fila estava grande como esperado. Seriam 2 horas até conseguirmos uma mesa.

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Ficamos sabendo que o povo chega lá por volta de 10:30h para conseguir almoçar 12:30h.

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O lugar é simples mas muito bonitinho. São duas lojas: em uma delas fica o balcão do bar, cozinha e banheiros.

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Na outra loja ficam as mesas do restaurante e uma varanda na parte de trás.

Com o nome da lista de espera nos acotovelamos com outras pessoas no balcão e começamos nossos trabalhos.

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Para beber eu pedi:

Caipirinha de verão (R$15,90): Cachaça (na verdade pedi vodka mas também poderia ser com saquê) cajá, tangerina e manjericão.

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A Lili foi de caipirinha 3 limões e a Bruna com uma de caju e uva

Haviam várias outras opções com frutas nordestinas como jabuticaba por exemplo.

As três estavam divinas e certamente abriram nosso apetite.

Para acompanhar começamos pela porção de Dadinhos de Tapioca 12 unid. (R$ 18,90) – cubinhos de tapioca com queijo coalho dourados e servidos com molho de pimenta agridoce.

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Nunca vi uma porção desaparecer tão rápido no prato. A combinação entre a tapioca e o queijo coalho estavam perfeitas.

Enquanto papeávamos, garçons passavam pelo balcão oferecendo mais iguarias. A vítima da vez foi o escondidinho de carne de panela (peq. R$7,90) – Purê de mandioca recheado com carne de panela e gratinado com queijo coalho.

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Para tudo! O que era aquele escondidinho? Foi o melhor escondidinho que comi na vida!

As meninas concordaram comigo e a cada garfada era um suspiro. A carne de panela tinha tempero de mãe sabe? Queimei a língua várias vezes tentando devora-lo ainda quente tamanha era a aflição.

Assim que finalizamos  a segunda entradinha um garçom passou pela nossa frente oferecendo Caldinho de feijão (R$7,90).

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A Lili cogitou a hipótese, eu recusei. Enquanto isso a galera atacava a bandeja do pobre do garçom.

Quando a Lili percebeu que ia ficar sem começou a ficar tensa porém, com um pouco de sorte, ela conseguiu o último.

Enquanto comia, ela revirava os olhinhos de tanto prazer. Eu que não sou boba nem nada tirei uma lasquinha e pude comprovar: estava igualmente maravilhoso.

Me arrependi porém ainda havia uma longa estrada pela frente. Eu não podia desanimar e precisava de um tempo para me recompor.

Duas horas depois da nossa chegada finalmente conseguimos uma mesa.

Fizemos logo nossos pedidos que surpreendentemente chegaram muito rápido.

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Baião de dois (peq. R$16,90) - “O famoso feijão com arroz incrementado com queijo coalho, linguiça, bacon e carne seca”. Acompanhado de purê e farofa, sem dúvida este foi o prato de menor expressão dentre todos os pedidos. Veja bem, menor expressão não o desqualifica, obviamente. Estava muito bom, porém os outros estavam muito melhores.

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Nosso prato principal foi Costelinha de Porco à moda do Engenho (R$69,90) – Costelinha de Porco desossada recheada com pernil e servida com abacaxi dourado na manteiga, mandioca cozida e mel do engenho. 

Este prato só é servido aos sábados e feriados.

Este sim foi sucesso total.

Caramba, que costelinha. A carne macia casava perfeitamente com o abacaxi e com a  mandioca que chegou à mesa desmanchando.

A porção era enorme, eu abortei a missão logo no primeiro prato pois ainda queria a sobremesa.

As meninas, que não toleram desperdício, foram até o final.

Para fechar a imersão gastronômica com chave de ouro nada melhor que uma sobremesa.

Eu já estava segura do que pedir, então encarei o Creme Brulée de doce de leite e umburana (R$12,90) – O famoso doce francês com toque autoral do chef-gato-símbolo sexual  #rimou. O chef Rodrigo Oliveira faz um sucesso com a mulherada. Ele fez um ensaio sensual mês passado da revista TPM sem camisa.

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Brincadeiras à parte, o cara manda bem na cozinha. O Creme Brulée chegou quentinho  e como deve ser, tinha o seu Interior cremoso e cobertura crocante. As meninas babaram e eu me acabei.

Enquanto isso, a Lili devorava seu Bolo de chocolate com cupuaçu e castanha do Pará (R$12,90) – servido quente com sorvete de creme.

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Não sei se foi uma boa escolha. Apesar de achar que a cobertura de cupuaçu deu um toque todo especial ao “brownie”, a Lili achou que ele estava um pouco pesado, principalmente depois de ter comido tanto. Senti uma pontinha de pena arrependimento da parte dela.

Em compensação a Bruna se acabava com o seu Pudim de Tapioca (R$11,90) – Pudim de tapioca com leite de coco e leite condensado servido com calda de coco queimado.

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Obviamente eu e a Lili tiramos lasquinhas. Era um senhor pudim. Acho que dependendo do que você comeu antes dava para dividir tranquilamente. O doce estava fresquinho e muito gostoso.

A tarde super agradável e essa comilança deliciosa, me fez refletir sobre alguns aspectos muito importantes da nossa gastronomia.

Acho que as grandes capitais estão infestadas de restaurantes de culinária internacional.

Não que eu não goste esse tipo de comida, eu amo, mas às vezes acho que faltam chefs que apostem nos nossos ingredientes regionais para dar uma nova roupagem à gastronomia brasileira.

Não é à toa que “Mocotós” e “Aconchegos Cariocas” da vida fazem tanto sucesso.

O nosso país é muito rico em ingredientes que fazem bonito em  relação a qualquer cozinha internacional.

Acho que falta criatividade e ousadia aos chefs de cozinha.

Palmas para a Roberta Sudbrack que leva a nossa cozinha contemporânea aos quatro cantos do mundo valorizando nossos ingredientes.

Palmas para os chefs Rodrigo Oliveira, Katia Barbosa e muitos outros chefs que reinventam os nossos tradicionais pratos e nos presenteiam com essas verdadeiras obras de arte da gastronomia nacional.

Uma salva de palmas a todos os chefs criativos!

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Mocotó - Restaurante e Cachaçaria

Av Nossa Senhora do Loreto, 1100 - Vila Medeiros - São Paulo – SP

Fone: (0xx11) 2951-3056

4 comentários:

  1. Danielle, que blog maravilhoso o seu, passei uma semana todinha lendo, simplesmente amei suas dicas, enfim, parabéns pelo trabalho. bjos

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    Respostas
    1. Oi Gabi
      Obrigada. São comentários como o seu que nos fazem seguir com o blog.
      Siga a gente por e-mail, curta o facebook e o principal, volte sempre.
      Bjs
      Dani

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  2. Acho o Mocotó o máximo da super-valorização. Tá, é bom, mas não vale as 4 (atente: QUATRO) horas de espera. Porém assumo que posso achar isso porque afinal eu moro em BH. E aqui, sem falsa modéstia, tem um Mocotó desses, ou até melhor, em cada esquina. Fato.

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