sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Pequenas dicas práticas do Marrocos

Escrito por Dani Bispo

A definição da nossa viagem pelo Marrocos é: Surpreendente!

Não que eu não colocasse fé na trip, mas é que depois de tanto tempo viajando para Europa e EUA, escolher um destino na África e ainda mulçumano nos dava uma certa apreensão.

Confesso que depois dos ataques terroristas à Paris pensamos em desistir, mas repensei e vi que seria uma grande bobagem, em qualquer lugar do mundo eu estaria na mesma  condição.

A intenção desse post é ajudar a você a planejar sua viagem a esse país exótico e tão lindo. Não se deixe levar por estereótipos, o Marrocos vai te surpreender também.

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Passagem aérea – Normalmente quando combino uma viagem com a Itália, já compro meus bilhetes aéreos para a volta direto do segundo destino. Dessa vez não foi assim.

Quando comprei a passagem para a Itália em Agosto, sabia que queria ir para algum outro lugar fora dali, mas ainda não sabia qual.

Então comprei logo a volta por Milão que por ser uma cidade grande contaria com diversos voos low cost para onde eu decidisse ir.

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Depois de decidido o Marrocos como destino, fiz várias simulações e acabei decidindo comprar a ida Pisa-Fez pela Ryanair e a volta Marrakesh-Milão pela Easyjet.

Moeda – A moeda oficial do país é o Dirham que na época da viagem equivalia aproximadamente a 0,10 centavos de euro;

Em todos os lugares que passamos conseguimos casas de cambio facilmente com taxas super parecidas.

Conseguimos pagar os hotéis e muitos outras coisas em euro. Não utilizamos cartão de crédito e achamos viajar com dinheiro seguro. A maior parte dos hotéis tinha cofre.

Preços – O Marrocos é um país barato se comparado a Europa, os preços das coisas em geral equivale muito ao Brasil.

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Se você está acostumado viajar para o velho continente vai achar tudo muito barato.

Para se ter uma ideia eu e o Marco gastávamos cerca de 15 euros em uma refeição.

Hospedagem – Concluímos que no Marrocos tem hotéis para todos os gostos e bolsos com  preços de diárias muito inferiores aos Europeus.

Nas nossas viagens não costumamos em ficar em hotéis caros. Mas gostamos de um mínimo de conforto.

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Na Itália nossa faixa de preço de diárias varia entre 60 e 80 euros.

No Marrocos havíamos estabelecido um teto de aproximadamente 40 euros e vou contar uma coisa para vocês, ficamos em Riads maravilhosos por esse preço.

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O único hotel que passamos uma noite e pagamos abaixo disso era um pouco velhinho.

Mas todos, inclusive o velhinho, eram SUPER limpos e cheirosos.

Resumindo: se você possui um grau mínimo de exigência em hotéis no Marrocos não fique em Riads com diárias abaixo de 40 euros.

Estradas – As estradas do Marrocos são boas.

Apesar do trechos de mão dupla, o asfalto está sempre em boas condições e é muito bem sinalizada, principalmente em se tratando de limite de velocidade.

Quem for se aventurar pelas estradas marroquinas deve ficar muito atento. Os guardas ficam escondidos com radares e um deslize, pum, você toma uma multa que deve ser paga na hora.

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Nós vivemos essa experiência na pele. O limite era 60km/h e uma distração do marido ao passar a 70km/h estava lá o guardinha pedindo para a gente parar.

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Ele foi gentil, nos mostrou a foto do carro, pediu os documentos e para pagar a multa na hora (300 Diham). Caso não tivéssemos essa quantia, poderíamos pagá-la no banco;

Língua – O país tem três línguas oficiais, o árabe, o francês e o berbere.

Em Fez vimos que as pessoas se comunicavam em árabe mas falavam também o francês.

Nos lugares turísticos falavam de tudo. Espanhol, inglês, italiano e até português era uma mistureba só.

No deserto a coisa complicou, a maioria falava berbere e um pouco de francês. Mas sempre nos lugares turísticos achávamos alguém falando outras línguas.

Em Marrakesh a língua francesa domina. O árabe quase não é ouvido.

Leia também nosso Roteiro e Hospedagem para 10 dias no Marrocos

O conselho que dou a quem pretende viajar pelo Marrocos é treinar algumas frases em francês, pelo menos as básicas.

Em algumas situações se o marido não arranhasse um pouco da língua não conseguiríamos nos comunicar.

Povo – O Marroquino é um dos povos que mais se assemelham aos brasileiros. São simpáticos alegres e muito afetuosos.

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Destaque total para o povo do deserto, os berberes. Pura simpatia! Fizemos muitos amigos e nos sentimos em casa.

Cultura – O país é um prato cheio para quem quer conhecer uma cultura diferente sem se sentir constrangido.

É claro que a religião mulçumana, predominante no país restringe algumas coisas como a venda do álcool por exemplo. Mas com exceção do véu usado pelas mulheres nas grandes cidades, não se vê grandes diferenças culturais entre Marroquinos e Europeus.

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No início da viagem eu e o Marco evitamos nos beijar em público e andar de mãos dadas. Eu me cobri como pude (apesar de ser inverno durante o dia fazia um pouco de calor) e evitei ficar entrando nas lojas para não ser importunada por vendedores insistentes.

No fim da viagem - já em Marrakesh - relaxamos totalmente. Já andávamos de braços dados e em nenhum momento tivemos qualquer olhar de reprovação.

Não fui importunada por homens mas também não vi mulheres ocidentais andando sozinhas. Vi várias duplas de amigas viajando juntas.

Também não fomos importunados por nenhum vendedor insistente, ao menos quando comecei a negociar um abajur.

Negociação no Marrocos é uma espécie de jogo onde ganha quem dá o último preço.

Compras – Mesmo que você seja uma pessoa como eu - que odeia souvenires de viagem - prepare-se, você vai ficar louca no Marrocos.

Não tem como não se render aos óleos de argan puro, pashiminas, luminárias, especiarias, cerâmicas, tapetes… Dá vontade de trazer tudo!!!!

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Se eu falar que é preciso negociar estarei sendo repetitiva não? Você já deve ter lido isso em outros blogs.

O que vou falar é muitoooo mais importante: procure preço.

Os preços e a qualidade dos produtos variam demais e para fazer uma boa compra sem quebrar seu cofrinho você vai ter que entrar no espirito do jogo.

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Para você ter uma ideia, quando comecei a procurar meu abajur o primeiro preço que me foi dado foi 1000,00 dirhans. Em cima desse preço eu consegui que caísse para 400 dihans, mas acabei desistindo da compra pois ainda assim achei caro.

Depois de ter entrado em várias lojas dizendo que meu preço seria 200 dihans e ter vários vendedores rindo da minha cara consegui uma loja onde o preço inicial era 350 dihans. Negociei e consegui comprar o bendito abajur por 250 dihans. Agora imagina se eu não tivesse tido paciência de negociar? Ia pagar 4 vezes mais caro!

Comida – Cara para tudo, o que é a comida Marroquina? Vegetais? Yes eles tem! Carnes? também! Sopas? Sim senhor! Doces? É pra já!

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Não vou contar tudo porque ainda tem muitos posts vindo por aí, mas basicamente comemos muito bem e muito barato.

Qualquer lugar que sentássemos, simples ou luxuoso, caro ou barato a comida arrancava suspiros.

Sem contar que as grandes cidades contavam com diversos restaurantes que serviam comidas marroquinas e internacionais.

Só tem uma coisa, nem todo mundo se dá bem o tempo todo com as especiarias. O marido foi um deles.

Passou um pouco mal por dois dias e precisou ser socorrido com um prato de massa (confort food, sabe?). Não tivemos nenhum problema para encontrar, sempre de boa qualidade.

Além de todas experiências gastronômicas maravilhosas fomos convidados pelo hotel Maison Árabe para uma Aula de Culinária Marroquina.

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Essa experiência foi fantástica ao quadrado! E depois vou contar tudinho para vocês..

Segurança – Nenhum momento da viagem me senti insegura. Nem quando fomos ao mercado de Rissani cheio de berberes.

Tínhamos em mente que muitas pessoas naquele país precisam do turismo para viver e, com esse espirito foi tudo mais fácil.

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Quanto alguém vinha nos oferecer um serviço de guia, como no caso desse mercado, negociávamos um preço e topávamos a oferta. Foi bem mais simples pagar 10 Dihans para ter um nativo ao nosso lado nos protegendo e “fingindo” contar uma história, que andar sozinhos pelo mercado e sermos importunados o tempo todo.

Outra coisa chata foi à noite dentro da Medina. Uma vez nos perdemos e uns garotos de bicicleta ficavam nos rondando, perturbando para nos levar ao nosso destino final.

Cansados deixamos um deles nos guiar e no final, já sabendo, demos uns trocados. Ele reclamou e ficou meio que nos intimidando querendo mais! Como já estávamos na praça principal que é lotada, não demos bola e seguimos em frente.

E para finalizar esse post digo que durante toda viagem só tive um grande medo: de nunca mais encontrar um país me encante tanto quanto o Marrocos.

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